terça-feira, 25 de setembro de 2007


A Raposa e a Máscara


Um dia a raposa entrou na casa de um ator e encontrou uma linda máscara no meio de uma pilha de objetos usados no teatro. Encostando a pata na máscara, disse:
-"Que belo rosto temos aqui. Pena que não tenha um cérebro."

Moral: uma bela aparência não subistitui o valor do esírito.

Do livro: Fábulas de Esopo, Companhia das Letrinhas




sexta-feira, 31 de agosto de 2007




...I Confess.!



Like me too...
Love me do.
And together, we will go make all born again!
Help all that was remember;
The cold water freeze our mind,
And my heart see you all time,
Make my body stopped when I fell your smell.
I don't imagine me far away of you...
And I'm felling me happy to have find you before of my die...
God was good with me...
And I have fear of lose control situation...
I need you with me, for today, tomorrow, and forever...
In day of my die, please don't cry!
I will be with you.
I will kiss your mouth with love and very love!
Because...
I like you of all manners, and all days!

segunda-feira, 27 de agosto de 2007




E a vida... ?

Tento rir com a vida Antes que a vida ria de mim. Tento ir com a vida Antes que ela vá sem mim. Tento controlar a minha vida Antes que a controlem por mim. Busco na tristeza um refúgio de vida Antes que a alegria provoque meu fim. Ando triste com a vida... E ela ainda continua rindo de mim.
Publicado no Recanto das Letras em 26/08/2007

segunda-feira, 20 de agosto de 2007





Tristeza no Céu

(Carlos Drumond de Andrade)


No céu também há uma hora melancólica.
Hora difícil, em que a dúvida penetra a alma.
Por que fiz o mundo? Deus se pergunta
e se responde : Não sei.

Os anjos olham-no com reprovação,
e plumas caem. Todas as hipóteses : a graça, a eternidade,
o amor caem, são plumas.

Outra pluma, o céu se desfaz.
Tão manso, nenhum fragor denuncia
o momento entre tudo e nada,
ou seja, a tristeza de Deus.









sábado, 18 de agosto de 2007

Só para descontrair um pouco!


Duas pessoas conversam:


1.: "Vou procurar um texto legal pra postar no meu blogger"
2.: "Hmmm"
1.: "O quê cê acha q eu coloco?"
2.: "Um texto pra você colocar no seu blog?" "Bom... Que tal algo engraçado? Algo da desciclopedia?"
1.:"Pode ser!"
"Sobre o quê?"
2.:Ou uma piada!" "Era uma vez um menino e sua mãe em um Taxi..."
1.:"hum..."
2.:"Aí eles passaram perto de um lugar onde tinha umas prostitutas..." "Aí o menino perguntou a mãe: - Quem são estas mulheres?"
1.:"hum..."
2.:"A mãe respondeu: - São as moças que estão esperando o marido chegar do trabalho." "O taxista olho e disse: - Nâo minta! Menino, aquilo são prostitutas, mulheres que ganham a vida do Sexo." "A mae do menino se assusta." "O menino olha pra mãe e pergunta: - Mãe, essas mulheres tem filhos?"
1.:"..."
2.:"A mãe responde: - Claro que tem! De onde você acha que veio esse taxista?!"

====================================================================
"E é assim que algumas pessoas se divertem no meio da madrugada!"



"Amo tanto você... porque não consigo me amar!" (C. Drummond de Andrade)
(Alguém me dise isso hoje! Mas não é assim que eu queria fosse, por que eu ainda acredito nessa pessoa!)

quinta-feira, 16 de agosto de 2007


A pombinha da mata

Três meninos na mata ouviram uma pombinha gemer. "Eu acho que ela está com fome", disse o primeiro, "e não tem nada para comer." Três meninos na mata ouviram uma pombinha carpir. "Eu acho que ela ficou presa", disse o segundo, "e não sabe como fugir." Três meninos na mata ouviram uma pombinha gemer. "Eu acho que ela está com saudade", disse o terceiro, "e com certeza vai morrer." (Cecília Meireles)

terça-feira, 14 de agosto de 2007

"...O texto abaixo é um que eu fiz quando menor..."

............................





You don´t know about me!
You´re just so quietly; but now I know...
I need you!
I can see your face, but I can't feel your kiss.
And now, I believe... I need you!
Make me love, make me have a soul;
maybe, you are like me.
But I don't know...
i don't feel your heart!
But now, I feel...
That I need you forever!
And have you tonight, just tonight;
will be beautiful...so beautiful!
I want you...For that I can be happy.
My love for you, you skin for me...
Together we are all the collors!
But I don1t have you,
And I'm so sad.

I feel your hands on me,
I see your heart now...

I have a flower for you,
I have your heart, your love...
And I fell you, you like me!
I have you...I'm so happy!
(In my place, we are happy!)



quarta-feira, 8 de agosto de 2007

De Volta!
Buscando Inspirações para novas postagens...
Durante esse tempo que estive sem postar; assistir a alguns filmes, tô aprendendo a desenhar mangá, lendo uns também, tô lendo "Sonhos" De Franz Kafka, namoro continua bem...Inclusive, amanhã aniversário de 4 meses juntos e 3 de namoro! Escola... Tô tentando estudar pra recuperar as notas. E por aí vai! A Vida tá indo bem!
Então, pra variar, alguma coisinha!

=´===================================================================

"Eu preparo uma canção
que faça acordar os homens
e adormecer as crianças!"

(Carlos Drumond de Andrade)

domingo, 22 de julho de 2007


"What power would hell have if those imprisoned here would not be able to dream of heaven?"

(Atualmente...Sem tempo de postar por que tô sem net em casa, mas em breve voltarei a ativa....E também, sonhando em comprar uns livros do Sandman que eu vi na livrari do Iguatemi. Pois é, pobre é lasca! )

E amor...Te amo!

=*



quarta-feira, 6 de junho de 2007

terça-feira, 5 de junho de 2007



"...Nada como um simples olhar para percebermos a felicidade que nos resta ... Uma chance ao que nos rodeia talvez garante a nossa felicidade e a solução da raíz dos nossos problemas. ..Um amor ás vezes é bom!"



Ps.:Desculpinha pela falta de criatividade de atualmente... Não tenho postado coisas feitas por mim! ¬¬... Então esse trechinho aí pra variar um pouquinho...(é, esse é meu!)

segunda-feira, 4 de junho de 2007


Aquela Mulher

Chico Buarque

Se você quer mesmo saber
Por que ela ficou comigo
Eu digo que não sei
Se ela ainda tem seu endereço
Ou se lembra de você
Confesso que não perguntei

As nossas noites são
Feito oração na catedral
Não cuidamos do mundo
Um segundo sequer
Que noites de alucinação
Passo dentro daquela mulher
Com outros homens, ela só me diz
Que sempre se exibiu
E até fingiu sentir prazer
Mas nunca soube, antes de mim
Que o amor vai longe assim
Não foi você quem quis saber?

domingo, 27 de maio de 2007


A Lucidez Perigosa
Clarice Lispector

Estou sentindo uma clareza tão grande
que me anula como pessoa atual e comum:
é uma lucidez vazia, como explicar?
assim como um cálculo matemático perfeito
do qual, no entanto, não se precise.

Estou por assim dizer
vendo claramente o vazio.
E nem entendo aquilo que entendo:
pois estou infinitamente maior que eu mesma,
e não me alcanço.
Além do que:
que faço dessa lucidez?
Sei também que esta minha lucidez
pode-se tornar o inferno humano
- já me aconteceu antes.

Pois sei que
- em termos de nossa diária
e permanente acomodação
resignada à irrealidade
- essa clareza de realidade
é um risco.

Apagai, pois, minha flama, Deus,
porque ela não me serve
para viver os dias.
Ajudai-me a de novo consistir
dos modos possíveis.
Eu consisto,
eu consisto,
amém.



"Meu maestro soberano,
foi Antônio Brasileiro."

domingo, 20 de maio de 2007


Uma Mulher Chamada Guitarra

Vinicius de Moraes


UM DIA
, casualmente, eu disse a um amigo que a guitarra, ou violão, era "a música em forma de mulher". A frase o encantou e ele a andou espalhando como se ela constituísse o que os franceses chamam um mot d'esprit. Pesa-me ponderar que ela não quer ser nada disso; é, melhor, a pura verdade dos fatos.

0 violão é não só a música (com todas as suas possibilidades orquestrais latentes) em forma de mulher, como, de todos os instrumentos musicais que se inspiram na forma feminina — viola, violino, bandolim, violoncelo, contrabaixo — o único que representa a mulher ideal: nem grande, nem pequena; de pescoço alongado, ombros redondos e suaves, cintura fina e ancas plenas; cultivada, mas sem jactância; relutante em exibir-se, a não ser pela mão daquele a quem ama; atenta e obediente ao seu amado, mas sem perda de caráter e dignidade; e, na intimidade, terna, sábia e apaixonada. Há mulheres-violino, mulheres-violoncelo e até mulheres-contrabaixo.

Mas como recusam-se a estabelecer aquela íntima relação que o violão oferece; como negam-se a se deixar cantar, preferindo tornar-se objeto de solos ou partes orquestrais; como respondem mal ao contato dos dedos para se deixar vibrar, em benefício de agentes excitantes como arcos e palhetas, serão sempre preteridas, no final, pelas mulheres-violão, que um homem pode, sempre que quer, ter carinhosamente em seus braços e com ela passar horas de maravilhoso isolamento, sem necessidade, seja de tê-la em posições pouco cristãs, como acontece com os violoncelos, seja de estar obrigatoriamente de pé diante delas, como se dá com os contrabaixos.

Mesmo uma mulher-bandolim (vale dizer: um bandolim), se não encontrar um Jacob pela frente, está roubada. Sua voz é por demais estrídula para que se a suporte além de meia hora. E é nisso que a guitarra, ou violão (vale dizer: a mulher-violão), leva todas as vantagens. Nas mãos de um Segovia, de um Barrios, de um Sanz de la Mazza, de um Bonfá, de um Baden Powell, pode brilhar tão bem em sociedade quanto um violino nas mãos de um Oistrakh ou um violoncelo nas mãos de um Casals. Enquanto que aqueles instrumentos dificilmente poderão atingir a pungência ou a bossa peculiares que um violão pode ter, quer tocado canhestramente por um Jayme Ovalle ou um Manuel Bandeira, quer "passado na cara" por um João Gilberto ou mesmo o crioulo Zé-com-Fome, da Favela do Esqueleto.

Divino, delicioso instrumento que se casa tão bem com o amor e tudo o que, nos instantes mais belos da natureza, induz ao maravilhoso abandono! E não é à toa que um dos seus mais antigos ascendentes se chama viola d'amore, como a prenunciar o doce fenômeno de tantos corações diariamente feridos pelo melodioso acento de suas cordas... Até na maneira de ser tocado — contra o peito — lembra a mulher que se aninha nos braços do seu amado e, sem dizer-lhe nada, parece suplicar com beijos e carinhos que ele a tome toda, faça-a vibrar no mais fundo de si mesma, e a ame acima de tudo, pois do contrário ela não poderá ser nunca totalmente sua.

Ponha-se num céu alto uma Lua tranqüila. Pede ela um contrabaixo? Nunca! Um violoncelo? Talvez, mas só se por trás dele houvesse um Casals. Um bandolim? Nem por sombra! Um bandolim, com seus tremolos, lhe perturbaria o luminoso êxtase. E o que pede então (direis) uma Lua tranqüila num céu alto? E eu vos responderei; um violão. Pois dentre os instrumentos musicais criados pela mão do homem, só o violão é capaz de ouvir e de entender a Lua.


Texto extraído do livro "Para Viver um Grande Amor", José Olympio Editora - Rio de Janeiro, 1984, pág. 14.

sexta-feira, 18 de maio de 2007




...And you say: "This is the first day of may life,
Im Glad I didn't die before I met you.
Now I don't care, I could go anywhere
With you, and I probably be happy!"



(OBS.: Prometi a mim mesma que não iria falar de mim, de modo direto aqui. Mas coisas acontecem, e queria apenas deixar um comentário sobre esse trechinho q acabei de postar, de uma música do Bright Eyes, novamente Bright Eyes, First Day of My Life. Essa música marcou um dos meus melhores momentos, o que eu realmente entendi o que eu sinto, e senti no momento. E realmente agora eu posso cantá-la...BECAUSE, THIS IS THE FIRST DAY OF MY LIFE!!!")

segunda-feira, 14 de maio de 2007




Aos olhos dele



Não acredito em nada. As minhas crenças Voaram como voa a pomba mansa. Pelo azul do ar. E assim fugiram As minhas doces crenças de criança. Fiquei então sem fé; e a toda gente Eu digo sempre, embora magoada. Não acredito em Deus e a Virgem Santa É uma ilusão apenas e mais nada. Mas avisto teus olhos ,meu amor, D'uma luz suavíssima de dor... E grito então ao ver esses dois céus. Eu creio, sim, eu creio na Virgem Santa Que criou esse brilho que m'encanta. Eu creio sim, creio, eu creio em Deus!


Florbela Espanca - A mensageira das Violetas

sexta-feira, 11 de maio de 2007

"O texto não é muito curto mais vale a pena ler todo. Muito interessante! =3 "

Poesia Matemática


(Millôr Fernandes)


Às folhas tantas do livro matemático
um Quociente apaixonou-se um dia doidamente por uma Incógnita.
Olhou-a com seu olhar inumerável e viu-a do ápice à base uma figura ímpar;
olhos rombóides, boca trapezóide, corpo retangular, seios esferóides.
Fez de sua uma vida paralela à dela
até que se encontraram no infinito.
"Quem és tu?", indagou eleem ânsia radical.
"Sou a soma do quadrado dos catetos. Mas pode me chamar de Hipotenusa."
E de falarem descobriram que eram
(o que em aritmética corresponde a almas irmãs) primos entre si.
E assim se amaram ao quadrado da velocidade da luz
numa sexta potenciação
traçando ao sabor do momento e da paixão
retas, curvas, círculos e linhas sinoidais nos jardins da quarta dimensão.
Escandalizaram os ortodoxos das fórmulas euclidiana e os exegetas do Universo Finito.
Romperam convenções newtonianas e pitagóricas.
E enfim resolveram se casar constituir um lar,
mais que um lar, um perpendicular.
Convidaram para padrinhos o Poliedro e a Bissetriz.
E fizeram planos, equações e diagramas para o futuro
sonhando com uma felicidade integral e diferencial.
E se casaram e tiveram uma secante e três cones muito engraçadinhos.
E foram felizes até aquele dia em que tudo vira afinal monotonia.
Foi então que surgiu O Máximo Divisor Comum
freqüentador de círculos concêntricos, viciosos.
Ofereceu-lhe, a ela, uma grandeza absoluta
e reduziu-a a um denominador comum.
Ele, Quociente, percebeu
que com ela não formava mais um todo, uma unidade.
Era o triângulo, tanto chamado amoroso.
Desse problema ela era uma fração, a mais ordinária.
Mas foi então que Einstein descobriu a Relatividade
e tudo que era espúrio passou a ser moralidade
como aliás em qualquer sociedade.

terça-feira, 8 de maio de 2007















"But I believe that lover's should be tied together..."

(Bright Eyes - Perfect Sonnet)


...e você? Acredita também?

segunda-feira, 7 de maio de 2007



Redação Escolar
Cazuza - 1971


A música rock veio mudar as tradicionais músicas dos homens de negócios para uma música mais livre e sem preconceitos. A música rock reflete um comportamento erótico, para alguns destrutivo, mas na minha opinião é apenas um meio de desabar as estruturas. A música americana popular até mais ou menos 1960 estava prêsa aos empresários, homens de negócios que comandavam toda a publicidade da TV, que mandavam e desmandavam nos artistas, e isso não dava liberdade artística para os compositores. A música rock trouxe uma nova concepção de som e música.


(Essa foi foi tirada para o 1° passaporte dele, em 1969. Ele tinha 11 anos.)




"...A deformidade do corponão afeta a alma, mas a formosura da alma se reflete no corpo!"

Sêneca









"Não sei, mas às vezes acho que cada um devia acreditar mais em si. Você acharia graça se você alcançasse todos seus objetivos sem ao menos ter o mínimo de esforço?
Às vezes me desespero por algo, anceio, lamento...Outras vezes vejo outras pessoas se desesprerarem mais ainda. Não sei o por quê, mas cansei de me lamentar aos olhos de todos por coisas que não me acontecem e que anceio (ou anceava) por acontecer; não me dou o luxo de abrir um diário em meio à multidão; meu ego me prende e me sustenta...Enquanto os outros acham que tudo me cabe.
Algumas vezes, e por curtíssimos segundos, páro e observo as pessoas...Todas elas!
Como sua grande maioria é tosca! Tantas coisas passam por suas cabeças e se fosse possível pesar a importância de cada coisinha dessa, não resultaria em grama alguma!
Mas então...Deixemos essas pessoas acharem que possuem sua felicidade (ou não). Quem sabe um dia elas se cansarão e passem a olhar tudo de um novo modo, ou quem sabe eu também me junto à eles (infelizmente é um risco que sempre existirá).

sábado, 5 de maio de 2007

LEMBRETE

Se procurar bem você acaba encontrando.
Não a explicação (duvidosa) da vida,
Mas a poesia (inexplicável) da vida.


( Carlos Drumond de Andrade)

sexta-feira, 4 de maio de 2007


Chico Buarque - Cálice
(Gilberto Gil/Chico Buarque)


Pai, afasta de mim esse cálice

De vinho tinto de sangue

Como beber dessa bebida amarga

Tragar a dor, engolir a labuta
Mesmo calada a boca, resta o peito
Silêncio na cidade não se escuta

De que me vale ser filho da santa

Melhor seria ser filho da outra

Outra realidade menos morta

Tanta mentira, tanta força bruta

Como é difícil acordar calado
Se na calada da noite eu me dano

Quero lançar um grito desumano

Que é uma maneira de ser escutado

Esse silêncio todo me atordoa
Atordoado eu permaneço atento

Na arquibancada pra a qualquer momento
Ver emergir o monstro da lagoa
De muito gorda a porca já não anda
De muito usada a faca já não corta

Como é difícil, pai, abrir a porta

Essa palavra presa na garganta

Esse pileque homérico no mundo

De que adianta ter boa vontade
Mesmo calado o peito, resta a cuca
Dos bêbados do centro da cidade

Talvez o mundo não seja pequeno

Nem seja a vida um fato consumado

Quero inventar o meu próprio pecado

Quero morrer do meu próprio veneno

Quero perder de vez tua cabeça

Minha cabeça perder teu juízo

Quero cheirar fumaça de óleo diesel

Me embriagar até que alguém me esqueça

quinta-feira, 26 de abril de 2007

Estilo Super Amarelo Tocando em natal....
Próxima vez estarei lah!!! X)







quarta-feira, 25 de abril de 2007


"Nossos Corpos São Jardins. Nossas Vontades São Jardineiros!"
(William Shakespeare)

Conversa de Pierrot com Arlequim


Pierrot: Arlequim, essa noite tive um sonho... desses que se sonha... flores densas e desbotadas desciam do céu com toda a brutalidade, cobriam a relva pictórica como a alegria de um abraço. Dele, se avistava o desenho mais lindo e lúdico. Fitou-me como quem espera uma paixão pra vida inteira, um sentimento de carinho e dor que se misturavam. Contudo, a tristeza da incerteza e o calor que vazava do peito me abateram como se quisesse beijar os seus olhos. Fiz sonhar em mim mesmo de que aquele era o meu amor. E enquanto me ocupava com meus devaneios ela se foi. Despertei no banco da praça com meu ar pálido e distraído.

Arlequim: Hahaha... não era sonho Pierrot pueril. Eu também a vi... chamava-se Colombina. Loira como o bordado do sol que rasga o céu e branca que até mesmo o mais belo alvor se esconderia diante de tal beleza e delicadeza.

Pierrot: Me lamentei depois, mas ainda a espero... tenho esperanças de ainda a ver, pra lhe contar todas as minhas aventuras e decepções. Olhe Arlequim, você sabe o que é ter e mais tarde perder a quem se ama. Você sabe o que é ver quem se quer partir, mas ainda assim supera a dor com outro amor. Já me cansei de casos vazios, de lamentos aparentemente verdadeiros, da dor que emana da flor despedaçada, pois sei que tenho pressa e que de tantas paixões não é possível que não sobre nem uma pr'a mim.

Arlequim: Vamos Pierrot, você bem sabe que eu não acredito em suposições, em quimeras. O passado é concreto, certo e inquebrantável, o futuro é vago, não há como distinguir ou programar sonhos, todos são de confete... por isso, sabe bem, o presente é a minha casa, aqui fico seguro para beber em meus pensamentos, aqui as coisas acontecem com a brutalidade de sempre, mas ainda há tempo de mudar, de se esquivar...

Pierrot: Mas porque se esquivar de tal beleza? Colombina, como você diz, era o crepúsculo do dia, até o mais fausto Rei se curvaria debaixo dos seus olhos. O desejo de beija-la era inexorável e sentia que ela também o desejava.

Arlequim: E porque não o fez?

Pierrot: Não poderia, era tão imaculada que seria para mim quase uma heresia.

Arlequim: Pois eu o fiz.

Pierrot: Como? A dor que bebes do meu peito já não lhe basta? Ainda assim quer me confrontar com a sua lascívia? Como se atreve?

Arlequim: Pierrot, figura patética, se acalme. Quer que lhe conte como foi?

Pierrot: A sua petulância e luxúria me causam náuseas.

Arlequim: Pois bem, assim se deu o acontecido.
Na mesma noite em que a viste
A encontrei pouco antes
Debaixo de um orvalho
Entre as flores do campo
Nos olhamos como dois pássaros
Mas sem asas
E dei-lhe o que você deseja tanto
Passado o tempo com ajuda do vento
Colombina me desdenhou
Enquanto perdia sangue
E sentia ainda o gosto dos seus lábios
Correu de encontro ao nevoeiro
Indo mais tarde conhecer
Um Pierrot brasileiro

Pierrot: Seu conto é tão abstrato como meu sonho, Arlequim apaixonado.

Arlequim: Sim, mas a paixão passa com o tempo, desse sentimento eu entendo. O amor que tanto pregas é sofrido e indulgente, a paixão é remontada com os pedaços de sensações, boas sensações. Com o tempo se transforma em lubricidade, prazer, são evocações para que o beijo doce de Colombina seja o único a não esquecer.

Pierrot: O amor verdadeiro é o pior dos golpes, por isso o deixam para o final.

Arlequim: O amor que você diz ser verdadeiro não existe. São todos sonhos...

Pierrot: Mas é tão verdadeiro sonhar!

Arlequim: Esse mesmo amor singelo e puro que te faz enveredar pelos devaneios do pensamento lhe dando carícias é o mesmo que te apunhá-la e sangra pelas costas. O vulto suntuoso desse amor cobre de esperanças e riquezas a sombra da lua que te banha. Teu amor é de brinquedo.

Pierrot: E de brinquedo se fazem os beijos e agrados que tanto tens com muitas em uma noite, mas que nada lhe proporcionam ao amanhecer do outro dia. Não sou tão simples assim Arlequim, meus desejos podem ser inalcançáveis, mas ao menos os tenho. Esses sentimentos que ainda não entende só mostram como somos diferentes.

Arlequim: Levando em conta a sinceridade que se mistura com a ingenuidade de uma criança, posso lhe confidenciar que você é um poeta. Vive porque quer achar um modo de viver. Mas há uma gota de sangue em cada poema que você escreve. Esquece Pierrot ilusório, leva a vida de cântico, assim como eu. De tristeza romântica você só enche o mundo com o som de um Pierrot tristonho... e depois?

Pierrot: Qual tristeza não é senão romântica? As outras são considerações sobre assuntos de velhos, recordações que são muitas vezes inventadas no imaginário desses irrefreáveis bobos.

Arlequim: Concordo com suas considerações. Bobos são aqueles que inventam no seu imaginário algo que não fizeram, acreditando, mais tarde, com a insistência da mentira que tudo que diz é verdade, que realmente aconteceu. Pois bem, quem seria este bobo Pierrot?

Pierrot: Então, somos todos bobos, Arlequim sem coração. Em que lugar guarda os seus sonhos? Os meus, os guardo onde posso pegá-los.

Construí então um nada
E forrei com perfume amadeirado
O mesmo que você usava
Que era pr'a me confundir
E sentir um pouco de você
Se a escolha é sua
Espera o verão passar
Que o tempo que sobrar
A gente põe na mão
Feito areia
E deixa escorrer pelos dedos

Arlequim: Eterno sonhador...

Fiz então os olhos perfeitos
De um corpo que um dia
Nunca sonhei
E tinha o beijo mais doce
Que minha boca sorrindo
Fez questão de lembrar


Arlequim: Enfim, meu caro amigo, Arlequim sempre foi um Arlequim e Pierrot será sempre um sonhador que se esconde no seu paraíso onírico acreditando que amor e dor deveriam ser a mesma palavra.

E Pierrot chorou, ao lhe dizerem que era pra esquecer e começar tudo de novo... mais uma chamada pro tecido desbotado, que balançava pra lá e pra cá, pra lá e pra cá...


Fernando de Camp
Publicado no Recanto das Letras em



===========================================================================
Conversa de Pierrot e Arlequim



Pierrot é um personagem admirável!
Um amor platônico, um desprezo, um Arlequim fulgaz e vulgar e uma donzela, transformados em exemplo de situações cotidianas, que acontecem na vida de qualquer pessoa que possua um mínimo de bom sentimento , qualquer que seja!
Qualquer um que passa a sentir um "amor" por alguém, que é sincero e cuidadoso o bastante com tal pessoa, para que esse alguém se sinta confortável o bastante para permanecer ao seu lado e que é "trocado" por alguém sem o mínimo coração ou talvez apenas um pouco de empatia, toma como exemplo o pobre Pierrot e seu sofrimento pelo amor de Colombina...
Como pode alguém ser tão cego ao ponto de não enxergar o melhor caminho para si!?!?

Como o curto diálogo seguinte:

- "Por quê os maus são mais felizes e os bons sofrem tanto!?"

E a resposta para tão inocente pergunta?
Essa:

- "Alguém no mundo tem que pensar e rezar por eles... E seus momentos são pura ilusão! Enquanto os dos bons são curtos, únicos e que valem uma eternidade!"

Tsc!Tsc"Tsc!
...uma resposta tão inocente quanto a pergunta!
/02/2005

segunda-feira, 23 de abril de 2007


Primeiro Post...



A mente humana


A mente humana grava e executa tudo que lhe é enviado.Seja através de palavras, pensamentos ou atos, seus ou de terceiros, sejam positivos ou negativos . Basta que você os aceite.
Essa ação sempre acontecerá, independentemente se vai trazer resultados positivos a você, ou não.
Um cientista de Phoenix, Arizona, queria provar essa teoria. Precisava de um voluntário que chegasse às últimas consequências. Conseguiu um em uma penitenciária. Era um condenado a morte, que seria executado em uma cadeira elétrica.
O cientista lhe propôs o seguinte: ele participaria de uma experiência científica, na qual seria feito um pequeno corte em seu pulso, o suficiente para gotejar o seu sangue até a última gota. Ele teria uma chance de sobreviver, caso o sangue coagulasse. Se isso acontecesse, ele ganharia a liberdade. caso contrário, ele iria falecer pela perda de sangue, porém, teria uma morte sem sofrimento e sem dor.
O condenado aceitou isso, pois era preferível a morrer na cadeira elétrica, e ainda teria a chance de sobreviver.
O condenado foi colocado em uma cama alta, dessas de hospital e amarraram seu corpo para que não se movesse. Fizeram um pequeno corte em seu pulso. Abaixo do pulso, foi colocado uma pequena vasilha de alumínio. Foi dito a ele que ouviria o gotejar do seu sangue na vasilha. O corte fo i superficial e não atingiu nenhuma veia ou artéria, mas foi suficiente para que sentisse o pulso sendo cortado. Sem que soubesse, debaixo da cama, havia um frasco de soro com uma pequena válvula. Ao cortarem seu pulso, abriram a válvula do frasco para que ele acreditasse que era o sangue dele que estava pingando na vasilha de alumínio.
De 10 em 10 minutos, o cientista, sem que o condenado visse, fechava um pouco a válvula do frasco e o gotejamento diminuía. O condenado acreditava que era o seu sangue que diminuía.
Com o passar do tempo, foi perdendo a cor e ficando cada vez mais pálido. Quando o cientista fechou a válvula...
.. o condenado teve uma parada cardíaca e morreu, sem ter perdido uma gota de sangue!
O cientista conseguiu provar que a mente humana cumpre ao pé da letra, tudo que lhe é enviado e aceito pela pessoa, seja positivo ou negativo e que sua ação envolve todo o organismo, quer seja na parte psíquica quer seja na parte orgânica.
A mente não distingue o real da fantasia, o certo do errado, simplesmente grava e executa o que lhe é enviado!


=================================================================================================
Bem, sendo verdade ou não, confesso que achei o texto bem interessante!
Não duvido nada do poder da mente de cada um...
Espero que quando alguém ler esse post, comente algo que me ajude a formar uma opinião mais concreta!!!
Pois esse texto foi enviado para meu email por uma amiga minha, que também achou muito interessante, mas eu não conheço muito bem esse tipo de coisa!!! bem que meu irmão poderia me ajudar neh.!!!?? ^^

Bejundas!
=*








segunda-feira, 9 de abril de 2007

Em breve no ar!!!

Aguardem!!!

^^